quinta-feira, 7 de maio de 2009

A desertificação humana das grandes cidades

Actualmente tamos perante uma desertificação das grandes cidades, principalmente dos centros destas.

A justificação para esta desertificação são: a ocupação crescente do centro e outros locais com actividades terciárias, que fecham ao final do dia contribuindo para a desertificação pois as pessoas voltam às suas casas e os clientes não têm nada para comprar e/ou serviços para usufruir; a degradação de habitações antigas, dentro das cidades há demasiados congestionamentos bem como falta de estacionamentos e dificuldade de circulação; depois temos um factor muito importante... a poluição... esta faz-se sentir bastante dentro de uma cidade!

A não existência de espaços verdes, ou melhor... a escassa existencia!

Desta forma as pessoas preferem morar em zonas suburbanas, que têm menos poluição! Porem... com o desenvolvimento dos transportes e das vias de comunicação, aumentou tambem o uso do automóvel, sendo este um "bem essencial" nas deslocações casa/trabalho, permitindo deste modo às pessoas morarem fora das cidades.

Depois... temos a criminalidade, falta de equipamentos sócio-culturais, insegurança... leva a que as pessoas abandonem as cidades cada vez mais!

A exclusão social e insegurança dos cidadãos.

Hoje em dia assistimos a problemas de exclusão social e a insegurança dos cidadãos. A respeito da exclusão social podemos mencionar os subúrbios, que são áreas em que existe um grande número de indivíduos com recursos deficitários e que são, maioritariamente, oriundos de outros países. O ambiente em que se encontram é degradado, quer a nível de infra-estruturas de ensino, bem como de emprego. Esta condição provoca situações de criminalidade, violência e marginalidade.
No centro das cidades, os problemas sociais não são tão visíveis, o que não significa que não existam. No entanto os casos de emigração ilegal, toxicodependência e sem-abrigo são mais notáveis. Esta situação origina, logicamente, maior insegurança.
Pelo facto de existirem muitos roubos, conflitos entre cidadãos de várias etnias, é normal que a restante população se sinta insegura.
Naturalmente que estes problemas se verificam em maior número, pois existe maior concentração de população.

Os congestionamentos de trânsito e a falta de estacionamento

Hoje em dia, principalmente na cidade de Lisboa, existe muita falta de parquimetros,o que faz com que haja um grande congestionamento de transito. Os portugueses habituam-se desde muito novos a andar de carro, o que projudica muito o nosso país, a nivel de poluição, e torna-se cada vez mais complicado poder passear ou até mesmo circular nas ruas da grande cidade.
O facto de existir poucos paquimetros tambem provoca muito congestionamento de transito porque as pessoas estacionam os seus automoveis onde nao devem.
Para solucionar estes problemas têm que melhorar a rede dos transportes públicos, alargar a rede de metropolitano, para facilitar os cidadaos a moverem-se de um lado para o outro, proibir a circulação automóvel no centro da cidade, principalmente no fim de semana para que se torne mais facil circular na cidade e para que possamos caminhar mais no fim de semana.
Mas a verdade é que nada muda e o mais importante no nosso país é ter bons estádios da bola e coisas insignificantes.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O fenómeno da rurbanização

A formação de subúrbios, devido à invasão do espaço rural pelas indústrias, pelos armazéns e por edificações urbanas, corresponde ao fenómeno de rurbanização. Este contribui para a formação das áreas metropolitanas.
São muitas a razões que levam a população a optar por viver no espaço rural, das quais podemos destacar: o stress diário, os frequentes congestionamentos de trânsito e a poluição.
No meio rural, a população tem a oportunidade de desfrutar de uma melhor qualidade de vida e ambiental.
A paisagem traduz essa transição, onde as casas rurais surgem simultaneamente com as urbanas. Entre este espaço e o centro da cidade estabelecem-se movimentos vulgarmente designados por migrações pendulares.

Os problemas da suburbanização

A suburbanizaçao é um processo de crescimento do espaço urbano que consiste na ocupação das áreas rurais envolventes por construções habitacionais, actividade económicas e infra-estruturas que lhes conferem um carácter de grande urbanização.
Tendo em conta a definição dada acima e visto que a população tende a fixar-se nas zonas da periferia, que acabam por ser cidade dormitório, o ambiente tende a tornar-se propicio a actos criminais. É verdade também que, muitas vezes, a falta de planeamento destas áreas leva à proliferação de habitações clandestinas / bairros de lata. Estes bairros atraem muitos imigrantes e população mais pobre (com carências financeiras).
Todos estes factores fazem com que, estes bairros se tornem espaços de segregação étnica, gerando todos os tipos de marginalidade.Por último, é verdade também, que são poucos os equipamentos de saúde e de educação.

O fenómeno da rurbanização

Ultimamente tem-se verificado um novo fenómeno: contrariando a tendência de há já muito tempo, a deslocação das populações tem-se direccionado para o campo. Mas não, as populações urbanas não pretendiam virar agricultores, ou pelo menos não todos, muito pelo contrário: levam consigo o ritmo de vida urbano e adaptam-no à vida rural, dando origem a um compromisso entre rural e urbano. É a transformação progressiva das áreas rurais em pequenos focos cada vez mais urbanizados, mas conservando grande parte do seu encanto rural.
Porque é que haveria de acontecer tal coisa? Aparentemente, veja-se bem, há quem não se dê muito bem com o ritmo agitado cá da city. Por isso decidem que é melhor ir viver para o campo, quer continuando na mesma profissão (profissões que podem ser praticadas a longas distancias, como actividades de escrita, ilustração, informática, etc), quer redireccionando as suas escolhas de carreira (porque não pastar umas ovelhinhas em vez de passar o dia fechado no escritório?), ou ainda quer se pretenda levar o negócio, ou industria, ao campo (desenvolvimento do espaço rural).
O que é facto é que o desenvolvimento das vias de comunicação e das telecomunicações, facilitaram grandemente este fenómeno, esbatendo as linhas entre o que é rural e o que é urbano, e que agora ainda vão ficando cada vez mais esbatidas.

Os problemas da suburbanização

Com o processo da suburbanização, brusco e desorganizado, surgem diversos problemas socioeconómicos. Já que muitas famílias não conseguem suportar os custos elevados de uma vida na cidade, mudam-se para os subúrbios estendendo os limites da cidade cada vez mais.

Por um lado a falta de planeamento na instalação destes bairros, leva a habitações sem grandes condições de segurança ou higiene, e de qualidade bastante reduzida – já para não falar de quando são bairros clandestinos, com desvios de cabos de alta tensão ou gás, bastante propícios a acidentes. Por outro lado, o grupo social que vem habitar os subúrbios é claramente desfavorecido, e por isso muito mais dado a climas de insegurança e instabilidade – verdadeiros guetos se formam com níveis preocupantes de criminalidade (drogas, prostituição, tráfico de armas…).

Ainda como um efeito secundário da suburbanização, estão os engarrafamentos de hora de ponta, estes sentidos já mais no centro da cidade e principais avenidas. O deslocamento que os habitantes dos subúrbios necessitam fazer, de manhã e ao fim da tarde, contribui grandemente para os engarrafamentos nas vias de comunicação não preparadas para um crescimento tão veloz dos subúrbios.

As soluções destes e outros problemas da suburbanização, só poderiam ser colmatados por um policiamento mais forte das zonas, bem como por uma melhoria nas condições de vida dessas comunidades – se por uma vez um projecto de bairro social fosse levado a cabo como deve de ser, em vez de se continuar a investir em apartamentos/bairros de luxo, seria óptimo; até porque estão-se a esgotar as famílias ricas à procura de bairros ou edifícios de luxo.